Categoria: BLOG

Postagens diversas sobre diversos assuntos referente a instituição e seu trabalho como ONG.

  • SUS recebe primeiro lote de medicamento contra o câncer produzido no Brasil

    A droga Mesilato de Imatinibe é indicada para tratar pacientes com leucemia mieloide crônica ou tumor maligno no intestino

    O ministro da saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu o primeiro lote do medicamento oncológico brasileiro Mesilato de Imatinibe. A droga, indicada para tratar leucemia mieloide crônica e estroma gastrointestinal (tumor maligno no intestino), é o primeiro medicamento genérico para tratamento contra o câncer produzido no Brasil.

    A produção será feita a partir de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Vital Brazil (da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro) e cinco empresas privadas. O acordo prevê a transferência de tecnologia para fabricação e distribuição do medicamento pelos próximos cinco anos. A medida, segundo o Ministério da Saúde, beneficiará cerca de 8.000 pessoas. A previsão é de que em 2013 sejam entregues ao SUS cerca de 4 milhões de comprimidos do medicamento.

    O Ministério da Saúde estima que, nesse período de cinco anos, a iniciativa gerará uma economia de R$ 337 milhões ao SUS. Hoje, rede pública compra o medicamento por R$ 20,60 (100 gramas) ou R$ 82,40 (400 gramas) — com a produção nacional, o preço passará a ser de R$ 17,50 e R$ 70, respectivamente.

    Fonte Veja online (Com Estadão Conteúdo)


    Carolina Miranda Tetzner
    Assistente Social
    CRESS 45067

  • PREVENÇÃO: Câncer de Boca

    PREVENÇÃO: Câncer de Boca

    A estimativa do INCA é de 9.990 casos novos de câncer da cavidade oral em homens e 4.180 em mulheres, para o Brasil, este ano. Esses números correspondem a um risco estimado de 10 casos novos para cada 100 mil homens e quatro para cada 100 mil mulheres. Em 2009, foram notificados 6.510 óbitos pela doença, sendo 5.136 homens e 1.394 entre mulheres.

    O INCA atualizou as diretrizes para a detecção precoce do câncer de boca.  A cirurgiã-dentista Adriana Atty, da Divisão de Ações de Detecção Precoce do INCA, explica que a grande maioria das pessoas não consegue diferenciar lesões potencialmente malignas de áreas anatômicas normais. Essa dificuldade pode acabar desfavorecendo a detecção precoce. “Sem conseguir perceber a diferença, a pessoa corre o risco de negligenciar lesões potencialmente perigosas, o que pode levar ao diagnóstico tardio da doença”, justifica.

    Para a detecção precoce da doença, o Instituto recomenda procurar de imediato um dentista ou médico caso surja lesão na boca que não cicatrize em até 15 dias. “O profissional fará um exame completo e, se a lesão for suspeita para câncer, encaminhará o paciente para um especialista, que pode ser um estomatologista”, diz Adriana.

    A estomatologia é uma especialidade da odontologia cuja finalidade é prevenir, diagnosticar e tratar doenças que se manifestam na cavidade bucal e no complexo maxilo-mandibular, como afta recorrente, herpes e câncer, entre outras.

    Segundo Adriana, pessoas que fumam e aquelas consumidoras frequentes de álcool devem ter cuidado redobrado. O professor da Faculdade de Odontologia da Universidade estadual do Rio de Janeiro e chefe da Seção de Estomato-odontologia e Prótese do INCA, José Roberto Pontes, reforça que, se diagnosticado no início e tratado da maneira adequada, cerca de 80% dos casos de câncer de boca têm grande possibilidade de cura.

    O câncer de boca inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral: mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua e assoalho da boca. Assim como a maioria dos tipos de câncer, o de boca tem relação com fatores ambientais, como a escolha de estilos menos saudáveis de vida.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes com câncer oral são tabagistas. O consumo regular de bebidas alcoólicas também pode levar ao desenvolvimento da doença, e a associação entre cigarro e álcool potencializa esse risco. Investigações epidemiológicas comprovam que o vírus HPV (sigla em inglês para papiloma vírus humano) também está relacionado a alguns casos de câncer de boca. Além desses, existem dois outros importantes fatores observados em pacientes com câncer de boca: higiene bucal deficiente e dieta pobre em proteínas, vitaminas e minerais, porém rica em gorduras. Em geral, o tratamento do câncer de boca é feito com cirurgia e radioterapia, de forma isolada ou associada. Em alguns tipos também é usada a quimioterapia. Pontes, que é estomatologista, explica que ambas as técnicas apresentam bons resultados no caso de lesões iniciais. “A indicação para esse ou aquele tratamento depende do tipo histológico, da localização e do estadiamento do tumor”, conclui.

    O tratamento do câncer de boca é multidisciplinar, podendo envolver, além dos profissionais de odontologia e cirurgia de cabeça e pescoço, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro, assistente social e psicólogo.  Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço mostram que, na maioria dos casos, a doença só é descoberta quando já se encontra nos estadios II ou III, ou seja, em fase adiantada. Outro dado importante: o câncer e cavidade oral representam 40% dos casos dos cânceres de cabeça e pescoço.

     Maior Participação da odontologia na Prevenção

    Pontes e Adriana defendem que é necessária a participação cada vez maior do profissional de Odontologia no diagnóstico precoce da doença. “Todo dentista deve entender a cavidade bucal como região anatômica complexa que é. Por isso, é necessário capacitar o profissional para que ele avalie possíveis alterações e lesões potencialmente malignas”, aconselha Pontes. Na grade curricular do curso de graduação a disciplina Estomatologia dá ênfase à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de boca.

    O estomatologista argumenta ainda que cabe aos gestores municipais de Saúde organizar o serviço de saúde bucal e investir na capacitação dos dentistas, para que eles identifiquem prontamente lesões suspeitas. “Isso vai contribuir para aumentar as chances de cura”, afirma. Pontes e Adriana são a favor de que os profissionais de Odontologia, da atenção básica até os serviços especializados, participem da discussão para a melhoria dos serviços oferecidos. Especialistas de unidades que atendem pacientes com câncer de boca pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que concordam com o abandono do autoexame e do rastreamento populacional como forma de detecção precoce da doença apresentam diferentes sugestões de ações. De acordo com o professor do departamento de estomatologia da Universidade Federal do Paraná e PhD em Medicina Oral Cassius Torres-Pereira, para reduzir o número de casos e a taxa de mortalidade pelo câncer de cavidade oral é preciso intensificar a campanha deorientação à população sobre os malefícios do tabaco.  Segundo ele, também é importante que o profissional de Odontologia tenha um olhar vigilante sobre o paciente, principalmente naqueles que fazem parte do grupo de maior risco.“O dentista deve conversar com o paciente e descobrir se há histórico de exposição solar, tabagismo ou etilismo. Ir além da questão da saúde do dente, ver o paciente na sua especialidade, mas ter uma visão mais geral. É esse olhar mais amplo de saúde que está faltando”, acredita.

    Os principais sintomas do câncer de boca são lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam no prazo de 15 dias; manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengiva, céu da boca e bochecha; nódulos no pescoço; e rouquidão persistente.

    Nos estágios mais avançados da doença, o paciente apresenta dificuldade para mastigar, engolir e para falar; e sensação de que há algo preso na garganta.

     

    Fonte: INCA

     

    Carolina Miranda Tetzner
    Assistente Social
    CRESS 45067

  • CÂNCER DE PULMÃO

    A Doença

    O câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos (1,4 milhão de novos casos de câncer pulmonar/ano) e a principal causa de mortalidade relacionada ao câncer (1.179.074 mortes/ ano). O INCA estima que em 2011 cerca de 27 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer de pulmão no Brasil, também o tipo que mais mata pessoas no país. O tumores malignos do epitélio pulmonar, do ponto de vista anatomo-patológico, são classificados em 2 tipos principais:

    1. A.    Pequenas células
    2. B.    Não-pequenas células (85%)

    O tumor de células não-pequenas corresponde a um grupo heterogêneo composto de três tipos histológicos principais e distintos: carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células, ocorrendo em cerca de 75% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão. Dentre os tipos celulares restantes, destaca-se o carcinoma indiferenciado de células pequenas, com os três subtipos celulares: linfocitóide (oat cell), intermediário e combinado (células pequenas mais carcinoma epidermóide ou adenocarcinoma).

    Causas

    Associação causal entre tabagismo e câncer de pulmão. Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco.

    Fatores de risco primários relacionados ao tabaco:

    • tempo de exposição(quantos anos de tabagismo); número de cigarros por dia; idade do início do hábito de tabagismo; tipo de cigarro fumado; profundidade de inalação; história familiar de câncer de pulmão; susceptibilidade a mutações ao acaso.

    Os fatores de risco secundários:

    • exposição a radiações ionizantes; fumantes passivos; riscos ocupacionais(asbestos-amianto); Influência de presença de vírus de HPV no tecido tumoral.

    Prevenção

    Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos, independentemente do tipo, não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de20 a30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão. Exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão favorecem ao desenvolvimento desse tipo de câncer.

    Sintomas

    Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são a tosse e o sangramento pelas vias respiratórias. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns para o paciente. Pneumonia de repetição pode, também, ser a manifestação inicial da doença.

     Diagnóstico

    A maneira mais fácil de diagnosticar o câncer de pulmão é através de raio-X do tórax complementado por tomografia computadorizada. A broncoscopia (endoscopia respiratória) deve ser realizada para avaliar a árvore traquebrônquica e, eventualmente, permitir a biópsia. É fundamental obter um diagnóstico de certeza, seja pela citologia ou patologia.

    Uma vez obtida a confirmação da doença, é feito o estadiamento, que avalia o estágio de evolução, ou seja, verifica se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos. O estadiamento é feito através de vários exames de sangue e radiológicos, como dosagens enzimáticas e ultrassonografia, respectivamente.

    Fonte: https://www.lilly.com.br/Areas_Terapeuticas/Cancer_de_Pulmao

     

    Roberta L. V. Contini
    Biologa / Acupunturista/Auriculoterapeuta

  • Podologia e seus benefícios

    Podologia e seus benefícios

    A podologia é ciência que estuda os pés. O podólogo é o profissional indicado para cuidar, examinar e tratar da saúde dos pés, tendo noções de anatomia, fisiologia e patologias.

    Habilitado para exercer a podologia, o podólogo deve desempenhar suas atividades respeitando os níveis de competência a ele estabelecidos sem transgredir em nenhuma hipótese seus limites de ação. De forma alguma o podólogo deverá ministrar tratamentos que sejam de competência de outros profissionais da área da saúde. Por exemplo: não compete ao podólogo realizar atividades que somente um médico, um farmacêutico, um massagista, ou um fisioterapeuta foram habilitados a exercer. 

    Os benefícios da podologia:

    Alivio da dor de um calo

    Alivio da dor de uma unha encravada

    Alivio da dor de rachaduras

    Tratamentos:

    Calos e calosidades

    Unhas encravadas

    órtese para correção das unhas

    Rachaduras

    Micose na unha

    Hidratação

    Pés diabéticos.

     

    Gislaine Zanelatto da Silva
    Podóloga

  • NOVIDADE NA AAPCI

    NOVIDADE NA AAPCI

    Pensando no bem estar dos pacientes atendidos, a AAPCI tem o prazer de receber na equipe multidisciplinar a profissional Gislaine Zanelatto da Silva, Podóloga que realizará atendimento voluntário aos pacientes. 

  • Atenção Homens chegou a sua vez: Previna-se contra o Câncer de Próstata

    Atenção Homens chegou a sua vez: Previna-se contra o Câncer de Próstata

    A próstata é uma glândula auxiliar do sistema genital masculino, localizada na frente do reto e embaixo da bexiga urinária. A próstata tem praticamente o tamanho de uma noz e pesa entre 15 e 30 gramas. É também dentro da próstata que ocorre a transformação do principal hormônio masculino (a testosterona) em diidrotestosterona, que controla o crescimento da glândula. Além da próstata, outras glândulas sexuais importantes nos homens são os testículos e as vesículas seminais. Juntas, essas glândulas secretam os fluidos que compõem o sêmen.

    A função da próstata é produzir o fluído que protege e nutre os espermatozóides no sêmen. Este líquido produzido pela próstata é importante para a vitalidade dos espermatozóides na fecundação. Pode-se dizer, então, que as glândulas secretam fluídos e a próstata fabrica parte do fluído (sêmen) liberado no clímax do ato sexual. A próstata precisa de hormônios dos testículos para funcionar e caso esses hormônios masculinos estejam baixos, pode provocar o encolhimento da próstata. O fluído das glândulas é produzido no epitélio.

    Nas glândulas, o epitélio é envolvido por um tecido, chamado estroma. Na próstata, este estroma contém fibras musculares, que podem influenciar os sintomas produzidos pelos distúrbios prostáticos. Tanto o epitélio como o estroma crescem com o aumento da próstata.

    Embora a próstata tenha a aparência de um único órgão, na realidade ela tem duas partes distintas, cada uma delas sujeita a diferentes doenças. Isso pode parecer um pouco complicado, mas ajuda a compreender os problemas causados na próstata, e como eles são tratados, se ela for vista como consistindo em uma parte interna e outra externa, ambas constituídas por glândulas (epitélio) envolvidas por tecido (estroma) contendo músculo.

    Perto da próstata há dois músculos importantes chamados esfíncteres que controlam a bexiga impedindo a perda de urina. Eles também ajudam a eliminar o esperma no ato sexual. O músculo abaixo da próstata, chamado esfíncter externo da bexiga, é particularmente importante para prevenir a perda de urina.

    A próstata aumenta pouco na puberdade, atinge aproximadamente 20 gramas por volta dos 20 anos de idade e cresce em média 0,4gramas por ano a partir dos 30 ou 40 anos. Este aumento não significa câncer. Mas, geralmente causa problemas porque estreita a uretra provocando obstrução do fluxo da urina. O importante é você cuidar bem de sua saúde e visitar um urologista assim que perceba qualquer alteração na próstata.

    Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar

    Fonte:
    http://www.oncoguia.org.br/conteudo/a-prostata/770/149/
    http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata/prevencao

  • Senado aprova prazo para início de tratamento de câncer pelo SUS

     

    Os senadores aprovaram, nesta terça-feira (30), o substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 32/1997 que estabelece o prazo máximo de 60 dias, contados do diagnóstico, para o início do tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

    O texto prevê ainda um prazo menor que 60 dias, conforme a necessidade terapêutica do caso. O prazo será considerado cumprido quando se iniciar efetivamente o tratamento (cirurgia, radioterapia ou quimioterapia).

    Outra medida importante trazida pelo projeto é a previsão de acesso “gratuito e privilegiado” a analgésicos derivados do ópio para os portadores de câncer que estejam sofrendo com dores.

    O projeto estabelece ainda a obrigatoriedade para os Estados de elaborarem planos regionais de instalação de serviços especializados em oncologia, de modo a que áreas não contempladas passem a ter acesso a esses serviços.

    A proposição original, do ex-senador Osmar Dias, dispunha apenas sobre o tratamento medicamentoso com analgésicos, como por exemplo, morfina. Na Câmara, o escopo foi ampliado para incluir a obrigatoriedade de oferecimento pelo SUS aos pacientes com câncer, no prazo máximo de 60 dias, de outros tratamentos disponíveis além dos analgésicos, tais como cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

    Em seu parecer pela aprovação do substitutivo, a senadora Ana Amélia (PP-RS) ressaltou que o texto é preciso ao tratar o lapso de tempo entre o diagnóstico de câncer e o início do tratamento da doença. Para a senadora, a demora em começar o tratamento é o principal problema na terapêutica do câncer no Brasil.

    Após a aprovação da matéria, Ana Amélia agradeceu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) pela inclusão da matéria na pauta de votações e homenageou o autor da proposição original, o ex-senador do Paraná, Osmar Dias.

    Segundo ela, a aprovação do projeto trará grandes benefícios para as mulheres portadoras de câncer de mama.

    O substitutivo, aprovado pela Câmara dos Deputados, em junho, e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, no mês passado, vai à sanção.

     

    Fonte: Agência Senado

  • Mamografia e ultrassom das mamas: quando e por que fazer?

    Mamografia e ultrassom das mamas: quando e por que fazer?

    Hoje em dia, vemos várias campanhas de incentivo para que as mulheres façam a Mamografia como um exame de rotina. Essa importância dada ao exame justifica-se pelo seu papel no diagnóstico precoce do câncer de mama, evidenciando cerca de 75% deles pelo menos um ano antes que possam ser percebidos.

     

    Recomenda-se a mamografia preventiva a cada um ou dois anos para mulheres a partir dos 40 anos, e a cada ano, para mulheres a partir dos 50 anos. A regra muda se a paciente tiver história pessoal ou familiar de câncer de mama, quando a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos, ou mesmo antes dessa idade (35-40 anos).

    Cada imagem vista na mamografia orienta o médico sobre a conduta a ser tomada. Algumas imagens apresentam características benignas e muitas vezes são apenas acompanhadas clinicamente. Quando se está diante de uma suspeita de malignidade (nódulos de contornos mal definidos, espiculados ou micorcalcificações agrupadas), a biópsia é mandatória.

    Por causa dessa variação na característica das imagens vistas na mamografia, o médico é orientado com base numa classificação das imagens obtidas com o exame, a chamada categoria BI-RADS (Breast Imaging and Reporting Data System, ou Sistema de Dados de Relatório e Imaginologia Mamária).

    As categorias de avaliação BI-RADS são:

    • Categoria 0 – Inconclusivo; necessária outra avaliação por imagem.
    • Categoria 1 – Mamas sem quaisquer alterações – exame normal.
    • Categoria 2 – Achado benigno (cistos, fibroadenomas, lipomas etc).
    • Categoria 3 – Provável achado benigno, sugere-se acompanhamento após breve intervalo (repetir em 6 meses).
    • Categoria 4 – Alterações suspeitas de malignidade.
    • Categoria 5 – Indicativo importante de malignidade.
    • Categoria 6 Corresponde a um tumor já conhecido que está sendo melhor estudado ou reavaliado.
      • As categorias 4 e 5 indicam a necessidade de biópsia.

    O ultrassom das mamas é um exame indicado para mulheres jovens que possuem nódulo palpável. Por que não se faz a mamografia nestes casos? Porque a mama de mulheres jovens (<35 anos) é mais densa/fibroglandular e isso pode obscurecer nódulos ou quaisquer outras alterações.

    O ultrassom das mamas também é importante como exame complementar à mamografia, quando esta apresenta a categoria BI-RADS 0. O ultrassom pode definir, por exemplo, se um nódulo é sólido ou cístico.

    O ultrassom de mamas também utiliza a categoria BI-RADS de classificação.

    Lembre-se: quanto mais precoce o diagnóstico de um câncer, maiores são suas chances de cura!! Para o câncer de mama, a MAMOGRAFIA é o melhor método de rastreamento disponível. Portanto, cuide-se!

     

    Fonte: http://oncoemdia.blogspot.com.br

    Tatiana Degaspari Pereira
    Fisioterapeuta
    crefito 3 54924-F