Categoria: PROFISSIONAIS (AAPCI)

  • Encontro de Voluntarias e Comemoração da Campanha “Outubro Rosa”

    Encontro de Voluntarias e Comemoração da Campanha “Outubro Rosa”

    Foi realizado dia 03/10 o Encontro das Voluntárias que doam seu tempo e se dedicam a colaborar com a entidade de diversas maneiras. Aproveitamos também para iniciar a Campanha de Prevenção ao Câncer de Mama – Outubro Rosa. Agradecemos a todos, saiba que sua colaboração é muito importante para realização do nosso trabalho. Obrigada!!

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  • Bingo para Pacientes.

    Ontem foi dia de bingo para os pacientes da AAPCI. O bingo foi gratuito e proposto pela nutricionista Mariella e os prêmios foram todos relacionados a nutrição saudável, justamente para estimular o consumo de alimentos saudáveis. Infelizmente nem todos os pacientes puderam comparecer, mas não faltarão oportunidades!

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  • PREVENÇÃO: Câncer de Boca

    PREVENÇÃO: Câncer de Boca

    A estimativa do INCA é de 9.990 casos novos de câncer da cavidade oral em homens e 4.180 em mulheres, para o Brasil, este ano. Esses números correspondem a um risco estimado de 10 casos novos para cada 100 mil homens e quatro para cada 100 mil mulheres. Em 2009, foram notificados 6.510 óbitos pela doença, sendo 5.136 homens e 1.394 entre mulheres.

    O INCA atualizou as diretrizes para a detecção precoce do câncer de boca.  A cirurgiã-dentista Adriana Atty, da Divisão de Ações de Detecção Precoce do INCA, explica que a grande maioria das pessoas não consegue diferenciar lesões potencialmente malignas de áreas anatômicas normais. Essa dificuldade pode acabar desfavorecendo a detecção precoce. “Sem conseguir perceber a diferença, a pessoa corre o risco de negligenciar lesões potencialmente perigosas, o que pode levar ao diagnóstico tardio da doença”, justifica.

    Para a detecção precoce da doença, o Instituto recomenda procurar de imediato um dentista ou médico caso surja lesão na boca que não cicatrize em até 15 dias. “O profissional fará um exame completo e, se a lesão for suspeita para câncer, encaminhará o paciente para um especialista, que pode ser um estomatologista”, diz Adriana.

    A estomatologia é uma especialidade da odontologia cuja finalidade é prevenir, diagnosticar e tratar doenças que se manifestam na cavidade bucal e no complexo maxilo-mandibular, como afta recorrente, herpes e câncer, entre outras.

    Segundo Adriana, pessoas que fumam e aquelas consumidoras frequentes de álcool devem ter cuidado redobrado. O professor da Faculdade de Odontologia da Universidade estadual do Rio de Janeiro e chefe da Seção de Estomato-odontologia e Prótese do INCA, José Roberto Pontes, reforça que, se diagnosticado no início e tratado da maneira adequada, cerca de 80% dos casos de câncer de boca têm grande possibilidade de cura.

    O câncer de boca inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral: mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua e assoalho da boca. Assim como a maioria dos tipos de câncer, o de boca tem relação com fatores ambientais, como a escolha de estilos menos saudáveis de vida.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes com câncer oral são tabagistas. O consumo regular de bebidas alcoólicas também pode levar ao desenvolvimento da doença, e a associação entre cigarro e álcool potencializa esse risco. Investigações epidemiológicas comprovam que o vírus HPV (sigla em inglês para papiloma vírus humano) também está relacionado a alguns casos de câncer de boca. Além desses, existem dois outros importantes fatores observados em pacientes com câncer de boca: higiene bucal deficiente e dieta pobre em proteínas, vitaminas e minerais, porém rica em gorduras. Em geral, o tratamento do câncer de boca é feito com cirurgia e radioterapia, de forma isolada ou associada. Em alguns tipos também é usada a quimioterapia. Pontes, que é estomatologista, explica que ambas as técnicas apresentam bons resultados no caso de lesões iniciais. “A indicação para esse ou aquele tratamento depende do tipo histológico, da localização e do estadiamento do tumor”, conclui.

    O tratamento do câncer de boca é multidisciplinar, podendo envolver, além dos profissionais de odontologia e cirurgia de cabeça e pescoço, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro, assistente social e psicólogo.  Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço mostram que, na maioria dos casos, a doença só é descoberta quando já se encontra nos estadios II ou III, ou seja, em fase adiantada. Outro dado importante: o câncer e cavidade oral representam 40% dos casos dos cânceres de cabeça e pescoço.

     Maior Participação da odontologia na Prevenção

    Pontes e Adriana defendem que é necessária a participação cada vez maior do profissional de Odontologia no diagnóstico precoce da doença. “Todo dentista deve entender a cavidade bucal como região anatômica complexa que é. Por isso, é necessário capacitar o profissional para que ele avalie possíveis alterações e lesões potencialmente malignas”, aconselha Pontes. Na grade curricular do curso de graduação a disciplina Estomatologia dá ênfase à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de boca.

    O estomatologista argumenta ainda que cabe aos gestores municipais de Saúde organizar o serviço de saúde bucal e investir na capacitação dos dentistas, para que eles identifiquem prontamente lesões suspeitas. “Isso vai contribuir para aumentar as chances de cura”, afirma. Pontes e Adriana são a favor de que os profissionais de Odontologia, da atenção básica até os serviços especializados, participem da discussão para a melhoria dos serviços oferecidos. Especialistas de unidades que atendem pacientes com câncer de boca pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que concordam com o abandono do autoexame e do rastreamento populacional como forma de detecção precoce da doença apresentam diferentes sugestões de ações. De acordo com o professor do departamento de estomatologia da Universidade Federal do Paraná e PhD em Medicina Oral Cassius Torres-Pereira, para reduzir o número de casos e a taxa de mortalidade pelo câncer de cavidade oral é preciso intensificar a campanha deorientação à população sobre os malefícios do tabaco.  Segundo ele, também é importante que o profissional de Odontologia tenha um olhar vigilante sobre o paciente, principalmente naqueles que fazem parte do grupo de maior risco.“O dentista deve conversar com o paciente e descobrir se há histórico de exposição solar, tabagismo ou etilismo. Ir além da questão da saúde do dente, ver o paciente na sua especialidade, mas ter uma visão mais geral. É esse olhar mais amplo de saúde que está faltando”, acredita.

    Os principais sintomas do câncer de boca são lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam no prazo de 15 dias; manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengiva, céu da boca e bochecha; nódulos no pescoço; e rouquidão persistente.

    Nos estágios mais avançados da doença, o paciente apresenta dificuldade para mastigar, engolir e para falar; e sensação de que há algo preso na garganta.

     

    Fonte: INCA

     

    Carolina Miranda Tetzner
    Assistente Social
    CRESS 45067

  • Atendimento Psicológico a Pacientes com Câncer e seus Familiares

    Atendimento Psicológico a Pacientes com Câncer e seus Familiares

    A confirmação do diagnóstico de um câncer, juntamente com a necessidade da realização de procedimentos invasivos, pode desencadear um desequilíbrio emocional tanto no paciente quanto em sua família. Sabe-se, também, que ocorre uma mudança significativa na vida dessas pessoas após esse diagnóstico. Os tratamentos sugeridos e seus efeitos, e que tudo isso pode ser compreendido por elas como algo ameaçador à sua integridade física e psíquica.

    Por essas razões, para ajudar no enfrentamento da doença e na adaptação ao tratamento, a AAPCI oferece Atendimento Psicológico Individual, Familiar e Domiciliar (Home Care), priorizando uma assistência humanizada e qualidade de vida desses pacientes.

    • Atendimento Psicoterápico Individual

    Junto ao paciente a psicóloga dá suporte emocional no momento do diagnóstico.  Esclarece dúvidas sobre a doença e seus tratamentos, facilitando a comunicação médico paciente. Ajuda o paciente no enfrentamento da doença, incentivando o mesmo a participar de maneira mais ativa e positiva do tratamento.  Promove adaptação do paciente no ambiente hospitalar, minimizando assim estados depressivos e de ansiedade.

    • Apoio Emocional para os familiares de pacientes com câncer

    Em relação à família, auxilia desde o momento do diagnóstico, intervenções e tratamentos.  Prepara a família para lidar com todas as mudanças que a doença acarreta, desde mudanças do comportamento do paciente até alterações na rotina familiar.  Facilita a comunicação dos familiares com o paciente e com a equipe profissional.

    • Atendimento Psicológico Domiciliar (Home Care)

    Atendimento oferecido aos pacientes que estão impossibilitados ou diante de limitações para se locomover até a AAPCI. O objetivo é de auxiliá-los a encontrar recursos próprios para se estabilizar emocionalmente, além de orientações e informações tanto aos pacientes, como aos seus familiares e aos profissionais de saúde.

     

    Daniele B. M. Barbatto
    Psicóloga – CRP: 06/64657

  • Verão ou inverno, o risco de Câncer de pele está sempre presente.

    É hora de verificar sardas, manchas, pintas e sinais!

    Conforme dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), cerca de 6 mil brasileiros, têm Melanomas diagnosticados e é o mais perigoso, sendo o terceiro tipo de câncer de pele, e o número de casos não para de crescer.

    Como reconhecê-lo:
    O primeiro sintoma de melanoma costuma ser alguma alteração numa pinta ou surgimento de sinal. Procure um médico ao notar mudança de:

    Cor: deve-se ficar alerta a pintas ou sinais com cores variadas (marrom, preto, azul, vermelho, branco ou cinza) ou duas cores.
    Tamanho: se desconfiar de um pinta, ou sinal, observe por três meses. Se ela mudar de aspecto, procure o especialista.
    Formato: borda irregular, forma assimétrica, aumento de espessura e crescimento são alguns sintomas. Coceira e sangramento também servem de alerta.

     Principais formas de se proteger contra o Melanoma:

    • Não saia ao sol quando o índice de UV estiver acima de 3 (entre 10h e 15h e, no horário de verão, entre 11h e17h) sem a devida proteção solar;

    • Aplique o protetor solar 30 minutos antes da exposição e reaplique-o a cada 2 horas;

    • Na pele exposta, use protetor solar de amplo espectro e FPS de no mínimo 30;

    • Use chapéu, roupas adequadas (de preferência com foto-proteção) e óculos de sol;

    • Fique a sombra sempre que possível;

    • Use óculos de sol de boa qualidade, com certificação do Inmetro;

    • Não faça bronzeamento artificial;

    • Faça o auto-exame de verificação em casa;

    • Visite um médico dermatologista ao menos uma vez ao ano.

    Curiosidades a respeito do Bronzeamento Artificial

    As câmaras de bronzeamento artificial emitem até três vezes mais radiação UV do que o sol do meio-dia no verão. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), os usuários dessas câmaras com menos de 35 anos correm um risco de 75% maior de terem melanoma. A Alemanha, a França e a Áustria proíbem o uso por menores de 18 anos. As legislações de alguns países limitam a quantidade de UVB (componente mais perigoso da radiação UV) emitido pelas câmaras. No Brasil, elas foram totalmente proibidas pela ANVISA.

    Roberta L. Vigano Contini
    Bióloga e Acupunturista

    Fonte: Revista Seleções – Março/2012, por André Bernardo.
  • Perucas, usá-las ou não?

    Cuidados com a estética são necessários e importantes para qualquer pessoa. Olhar-se no espelho e gostar do que se vê e perceber nos outros que nossa aparência é agradável, eleva a auto-estima e ajuda em qualquer tratamento de saúde. Por isso, quando se passa por um tratamento contra o câncer é bom se prevenir e buscar orientações para estar sempre de bem consigo mesmo.

    Quando falamos em efeitos colaterais do tratamento de quimioterapia, a queda dos cabelos, o ressecamento da pele, a queda dos cílios e das sobrancelhas aparecem entre os problemas estéticos mais temidos.

    Para o ressecamento de pele devido ao tratamento de quimioterpia e radioterapia , além de ser um problema temporário, que costuma desaparecer no final do tratamento, há como diminuir o incômodo. O uso de cremes hidratantes, e pomadas prescritos pelo médico ajudarão bastante.Já quando há a perda dos cílios e sombrancelhas pode se usar lápis de maquiagem hipoalergênico, para redefinir os traços nestas regiões.

    As perucas são um ótimo recurso para pacientes que fazem uso de alguns tipos de quimioterapia , pois podem ter perda de cabelos. Essa perda é temporária, em geral, 3 a 4 semanas após o final do tratamento o cabelo começa a crescer novamente. Existem alternativas que ajudam a preservar a auto-estima dos pacientes porque oferecem formas de manter a aparência habitual e a possibilidade de seguir com a sua rotina diária. As perucas, por exemplo, tornam-se excelentes instrumentos para que pacientes com câncer mantenham a auto-estima.

    Algumas pessoas preferem usar lenços, bonés, chapéus ou raspam os cabelos antes mesmo de eles começarem a cair. Há quem prefira usar peruca. No caso das perucas, é importante saber quando e como escolhê-las.

    As perucas podem ser feitas de cabelo humano ou de material sintético. Ambas podem ser utilizadas pelo paciente com câncer. As perucas podem ser feitas sob medida ou compradas prontas.

    Há perucas que são coladas no couro cabeludo e outras que são vestidas. Estas últimas podem ou não usar uma fita adesiva hipoalergênica que deverá ser trocada diariamente. Já as perucas coladas no couro cabeludo ficam presas por 20 ou 30 dias. São perucas confeccionadas em base de silicone ou de monofilamentos e em sua circunferência são colocadas fitas adesivas dupla-face ou adesivo líquido.

    Antes de se decidir por uma peruca, pense no trabalho que cada uma vai dar e naquela que fará com que você se goste mais. Experimente algumas perucas de materiais e estilos diferentes e sinta com qual você se adapta melhor. Balance a cabeça, olhe-se no espelho, fique um tempo com cada uma, antes de fazer a opção. Há pessoas que resolvem mudar completamente o estilo das perucas, aproveitam para brincar com as cores e adotam uma mudança radical do visual, outras preferem manter o estilo que mais se assemelha ao seu cabelo natural.

    Tatiana Degaspari Zanetti
    Fisioterapeuta
    Crefito 3- 54924-F
  • O Trabalho do Assistente social na oncologia

    Dentro de uma instituição o Assistente Social é o elo entre os pacientes e as atividades desenvolvidas pela entidade. A Organização Mundial de Saúde enfatiza que:

    “O tratamento do câncer deve ser acompanhado com o controle de sintomas relacionados à doença, desde o diagnostico e em todo processo de tratamento. Daí a importância da equipe multidisciplinar durante o tratamento, contribuindo na qualidade de vida não só do paciente, mas também a de seus familiares através do apoio as necessidades físicas, emocionais, psicológicas, sociais e espirituais, realizadas de forma continua, dinâmica e antecipatória.”

    A atuação do serviço social em oncologia é bastante ampla na prevenção, assistência e cuidados paliativos, as relações familiares vinculadas ao serviço social incorporam neste trabalho a complexidade e sistematização de condutas, sendo os membros da família atores importantes no cuidado à pacientes em internação domiciliar e hospitalar, discutindo questões de gênero e enfrentamento da morte.

    O setor de Serviço Social tem seu trabalho no acolhimento com processo de escuta, de resposta e todas as situações sócio-assistenciais demandadas pelos pacientes, familiares e a instituições.

    Por meio da intervenção nas questões sociais que os pacientes possam vivenciar o Assistente Social amplia as informações, mobilizando e viabilizando recursos para a garantia a qualidade de vida, direitos e humanização do atendimento para a eficiência nos serviços prestados.

    Lembre-se!

    “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais, econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário as ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação.” Constituição Federal 1988 – artigo 196.

    Carolina Miranda Tetzner
    Assistente Social

    Fonte: Socializando; Constituição Federal 1988; Ministério da Saúde.

     

  • Resultado eficaz

    Resultado eficaz

    A Acupuntura diminui dores, vômitos, insônia e outros efeitos colaterais causados por medicamentos em pacientes oncológicos

    Ao receber o diagnostico de uma doença como câncer é natural que haja uma desestabilização tanto emocional quanto física. Os pacientes também tendem a ficar mais suscetíveis a outras doenças como infecções virais e bacterianas. Para atuar na prevenção dessas patologias oportunistas e especialmente na diminuição das reações adversas dos medicamentos, a acupuntura oferece resultados positivos e interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes.

    No caso de pacientes oncológicos, doenças como candidíase, xerostomia (diminuição da saliva), anemia e sintomas como insônia, dores, falta de apetite e baixa autoestima são combatidos e principalmente prevenidos com a acupuntura, melhorando o estado imunodeprimido dos pacientes.

    Tratamentos contra o câncer, como a quimioterapia e radioterapia, trazem efeitos colaterais que podem ser amenizados com a acupuntura.

    Salientando, a acupuntura trata qualquer individuo, em qualquer idade e em qualquer situação.

    Roberta L. V. Contini
    Bióloga e Auriculoterapeuta

    Fonte: Revista do Farmacêutico – Jun/2011, nº102
  • Drenagem linfática manual nas cirurgias de mama (mastectomias)

    A retirada dos linfonodos (ou gânglios linfáticos) axilares nas cirurgias de mama, além de diminuir a defesa, altera a circulação da linfa na região operada e no braço do mesmo lado. A linfa é um líquido incolor, transparente, que circula em vasos linfáticos, é filtrada pelos linfonodos e posteriormente devolvida ao sangue próximo ao coração. Com a remoção dos linfonodos, a passagem da linfa fica mais difícil, lenta e ela pode, às vezes, começar a se acumular no braço, no ombro e no tronco do mesmo lado da cirurgia, sendo que a região vai se tornando mais inchada e pode se instalar o linfedema.Felizmente, o corpo humano tem outras vias de passagem do líquido. Essas vias acessórias – ou vasos linfáticos acessórios – ficam inativas em situações normais, mas podem ser ativadas quando houver necessidade. Para ativar ou estimular estes vasos é preciso utilizar uma massagem especial: é a drenagem linfática manual. A técnica desta desta massagem utiliza- se manobras manuais sempre rítmicas ,suaves, lentas e devem seguir uma direção específica em cada caso particular e realizada por um fisioterapeuta habilitado.

    Deve-se iniciar a fisioterapia já nos primeiros dias após a cirurgia, pois a paciente obterá mais rapidamente a recuperação de movimentos e a remissão da dor. Esse programa de fisioterapia oncológica utiliza recursos como exercícios específicos com o objetivo de recuperar os movimentos e aliviar dores e inchaço. Ressalta-se, no entanto, a importância da drenagem linfática manual, sendo que esta, que tem como objetivo específico o restabelecimento da circulação linfática local e a absorção de líquido e toxinas acumulados, cumpre também outras funções: auxilia o alívio da dor, mobiliza os tecidos traumatizados diminuindo a restrição que estes podem oferecer aos movimentos e possibilita maior bem estar.

     Tatiana Degaspari Zanetti

    Fisioterapeuta
  • A importância da família nos cuidados aos pacientes em tratamento do câncer.

    O diagnostico de uma doença como o câncer tem impacto não só no paciente, mas estende-se aos seus familiares.

    De acordo com o Hospital de Uberlândia:

    “O câncer envolve a questão biomédica da doença e também outros aspectos relevantes como os sociais, os econômicos e os psicológicos. Não é uma questão isolada do individuo portador da doença, mas de toda a rede de relacionamento, principalmente a família.”

    O estigma do câncer de modo geral compromete a relação familiar, dificultando o dialogo sobre a doença e o pensamento de privações social. Ao contrario do que é pensado o dialogo fará da relação se tornar mais leve, havendo o comprometimento muito maior do que apenas o compromisso obrigatório de cuidar e sim melhorar a qualidade de vida durante e depois do tratamento. A atenção da família vai alem do cuidar, no processo do tratamento é importante as pessoas ao redor do paciente procurar falar coisas boas, palavras de incentivo, alegres, motivando-os a enfrentar a doença desviando o foco das dificuldades que a doença traz para o ambiente familiar.

    Para o paciente a importância da família em todo o processo do tratamento faz com que o sujeito se sinta seguro em seu seio familiar para enfrentar a doença.

    Para o Serviço social, abrir espaço para a família é fundamental em todo o processo, pela necessidade que o paciente vai ter dessa rede de apoio e por outro lado pela família também se sentir apoiada, perceber que seu sofrimento pode encontrar acolhimento dentro da Entidade.

    Carolina Miranda Tetzner
    Assistente Social

    Referencia:
    Hospital do Câncer de Uberlândia